Marketing político digital nas cidades pequenas

O mais importante ao se iniciar uma campanha política digital é definir o publico alvo.

Não adianta sair atirando em todas as direções, enviando todo o tipo de mensagem a todos os amigos, conhecidos e seguidores, é preciso saber se a mensagem vai realmente interessar àquele eleitor ou se ele vai, mais cedo ou mais tarde, acabar classificando seus e-mails como spam, apenas por não terem interesse na maioria das mensagens.

Imagine o político em um comício, cercado de jovens de 16 a 22 anos, falando sobre economia,  quanto tempo você acha que o público continuará ouvindo?

O mesmo acontece na internet, sendo que ao invés de saírem da conversa, o eleitor que classificar os e-mails do político como spam, poderá acabar perdendo alguma informação importante e de seu real interesse.

Como evitar isso?

Selecionando o público alvo e o tipo de mensagem a ser enviado para cada um.

Os tipos de Mídias Sociais selecionadas para as ações do candidato também são importantes, alguns imaginam que apenas estar no Facebook é suficiente,  afinal o Face é a Rede Social do momento, certo?

Errado.

A escolha das Mídias Sociais está diretamente ligada à classificação do público alvo e neste caso e importante ter uma noção de quais as Redes Sociais fazem mais sucesso em sua cidade.

Atualmente ainda aposto mais no Orkut. Apesar de todos os protestos dos usuários do Facebook e afirmações de que “O Orkut está morto”. Eu ainda vejo uma quantidade razoável de usuários ativos que podem ser primordiais em uma eleição municipal.

O eleitor de cidades pequenas nas Mídias Sociais são, em sua maioria, jovens entre 16 e 24 anos e esse ainda é o maior grupo de usuários do Orkut.

O conceito de classes x Redes Sociais, embora possa parecer discriminatório, é valido também.

Qualquer candidato de cidade pequena sabe que o eleitor realmente relevante é o das classes C e D.

Os jovens que utilizam a internet com objetivos especificamente sociais; jovens formadores de opiniões, esse é o eleitor que realmente interessa.

Nas cidades pequenas a jovem elite não é significativa o bastante para fazer peso nas urnas, embora, em momento nenhum se deva ignorar esse público.

No entanto, voltamos à questão de mensagens específicas para públicos alvos específicos:

Não adianta comentar sobre a necessidade de melhorias nos bairros x e z com um eleitor dos bairro e e f, eles realmente não estão interessados.

Nesse caso, a classificação de público é essencial para uma boa campanha digital, assim como o é em uma campanha tradicional.

Ter conhecimento do que realmente interessa ao seu eleitor pode facilitar a comunicação e consequentemente a conquista do voto.

É importante um bom planejamento de tópicos assim como uma boa administração das Redes socais, uma vez que será através delas que o candidato desenvolverá a comunicação com  os eleitores.

Recomendo evitar polêmicas, mas na fugir de desafios.

Lembre-se de que o fato de você não responder a uma crítica, não a fará desaparecer e que, uma vez que esteja publicado na internet, ao contrário de velhos jornais, o artigo, crítica ou elogio não desaparece e às vezes continua na primeira página do Google para quem quiser ver.

O melhor mesmo é ter sempre uma estratégia de emergência e estar preparado para quaisquer eventualidades.  Para isso é necessário um monitoramento constante e cuidadoso.

Boa sorte!

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