Engajamento social e sua influência no Marketing Político

Marketing Político Digital

Em qualquer eleição (presidenciais inclusive) há certas coisas que se podem esperar quando se trata de alguns eleitores, apesar de existirem aqueles que são ativos na política, a maioria prefere ficar neutra ou indiferente e é aí que entra a necessidade de um marketing político envolvente.

Alguns eleitores acham que é perda de tempo se envolver com a política, outros acham que seu voto não faz diferença. Existem ainda os que sabem em quem vão votar, mas não se incomodam em falar sobre o assunto, nem se preocupam se podem ou não ajudar seu candidato.

Porque a cada eleição o povo se afasta mais da política? Qual o motivo de os comícios estarem cada vez mais vazios e a participação popular estar se tornando cada vez mais rara?

Um dos motivos é o fato de os políticos estarem cada vez mais desacreditados, os políticos do país estão afastando o povo da política.

Há poucos dias um amigo me disse: “Eu não gosto de política”. Ao que eu respondi prontamente: “Eu amo política, não gosto é de políticos”.

A verdade é que a política é uma ciência sedutora para quem a conhece em sua pureza, mas é verdade também que os políticos transformaram esta ciência em uma coisa feia.

Então, quem pode culpar o cidadão por não se interessar?

Mas o candidato precisa desse interesse, precisa desse apoio sutil, dessa propaganda que muitas vezes é mais efetiva que qualquer publicidade na TV.

Então, como criar um engajamento quando a política está tão desacreditada?

A palavra chave está aí: Acreditar.

Uma boa campanha de marketing tem como primeiro objetivo tornar o candidato “acreditável”.

A imagem do candidato pode até estar desgastada, mas um bom profissional de marketing entende tudo de restauração.

O Marketing comercial ajudando o Marketing Político

Nesse momento pode-se buscar idéias no marketing comercial.

Quando se busca um produto, o consumidor tem sempre as mais variadas opções de marcas, cores, preços, etc.

O que leva um consumidor a decidir pela marca X no lugar da marca Y, pode também levar o eleitor a escolher o candidato A no lugar do candidato B.

A escolha é pessoal, é claro, mas há  que fazer para influenciar esta escolha?

Claro que sim!

No caso do produto, isso pode ocorrer por causa de uma opinião de um amigo, de um familiar, por uma experiência boa relatada em um blog, por uma publicidade mais sedutora, existem diversos fatores que podem ser considerados influenciadores.

Na política é a mesma coisa, um vizinho, um familiar, um amigo, podem influenciar um, dois ou até os votos de uma família inteira.

Mas como chegamos até eles?

Os influenciadores são um grupo especial, cobiçado por qualquer político, e não estou falando apenas dos poderosos.

Alguns influenciadores são pessoas aparentemente comuns, com um grande número de amigos e conhecidos que valorizam sua opinião.

Pode ser o dono de uma farmácia ou uma arrumadeira politicamente ativa em sua comunidade, pode ser o patrão de um aluno influente em sua escola ou um popular motorista de ônibus.

Influenciadores podem estar onde menos se espera.

Muitos desses influenciadores são pessoas que se importam, que se interessam e que, por consequência, buscam informações atuais e as divulgam.

Então, podemos apostar que muitos deles podem ser encontrados na internet, em busca de mais e mais informações, curiosos para saber como anda a política em sua cidade, ávidos por descobrirem histórias sobre os adversários políticos de seus candidatos, ou simplesmente para confirmar que nenhum deles é bom o bastante.

O poder da marca

Pense no candidato como uma marca, ele precisa de uma mensagem forte e atraente, que provoque no eleitor a sensação de estar diante de algo (alguém) que vale a pena.

Essa mensagem também precisa ser coerente com a realidade do eleitor, precisa soar como algo possível, papável.

Não adianta prometer a lua… Quase todo mundo sabe que ela não está disponível.

No entanto, da mesma forma como uma marca tem dificuldade para atrair todos os consumidores, é difícil para o candidato satisfazer as expectativas de todos os eleitores.

Isso agregado ao fato de o político não poder prometer mundos e fundos, sem parecer um charlatão para os mais espertos, dificulta a campanha de forma considerável.

A sugestão é ouvir, anotar e utilizar tudo. Como?

Voltamos às Mídias Sociais.

Pesquisa de opinião, leitura de comentários, blogs e imagens.

Um bom monitoramento das Mídias Sociais pode ajudar o candidato a ter uma idéia do que o eleitor espera dele, já falei sobre isso antes.

Mas é o uso dessas informações e principalmente a possibilidade de transformar esses usuários das Mídias Sociais em aliados e, consequentemente, influenciadores, que faz uma boa campanha de Marketing Digital valer à pena.

Não é como bater de porta em porta, é melhor, é como bater de porta em porta sabendo exatamente o que dizer para agradar a dona da casa e fazer com que ela compre uma idéia.

Isso é quase um sonho para qualquer candidato.

Aplicar essa estratégia não é difícil, mas exige uma certa dedicação.

Boa sorte!

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