Política é uma questão de “Gostar”

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Passadas as eleições, brasileiras e americanas, eu gostaria de fazer uma breve análise sobre o marketing político e os eleitores.

Fato 1

Sim, “gostar” é o principal ponto de uma eleição. As eleições não são baseadas em fatos, porque na verdade, se formos analisar bem, “fatos” não existem em uma eleição.

Não existem fatos, mas ainda assim os eleitores escolhem seus lados.

Enquanto os políticos se dividem e culpam uns aos outros, os eleitores buscam outras formas de saber da verdade, de buscar informações…

Mas no final das contas todos chegam à mesma conclusão:

Fatos políticos não são confiáveis porque eles podem ser tendenciosos e estarem focados em lógica, mas, na política, quando razão e emoção batem de frente, invariavelmente a emoção ganha.

Na verdade, nós construímos relacionamentos, fazemos negócios e até votamos em pessoas que nós “gostamos”.

Fato 2

“Gostar” cria conexões pessoais que inspiram ações.

Por isso políticos continuam beijando criancinhas e aparecendo em comícios.

A empatia, explica porque algumas pessoas são mais “gostáveis” que outras.

Por isso em toda eleição o candidato que inspira mais “ações” são vencedores.

Não é apenas uma questão de honestidade, caráter, acessibilidade. Alguns políticos são posicionados de tal forma que as pessoas simplesmente sabem que precisam votar nele.

Seja a questão de “o melhor dos piores”, seja porque “já o conhecemos e sabemos do que ele é capaz”, existem milhares de motivos para que o eleitor simplesmente vote em um determinado candidato.

Você já deve ter ouvido “gosto desse cara, vou votar nele”.

Ou a eterna brincadeira do “Cara, se você fosse candidato eu votava em você!”

A verdade é que para conquistar nosso voto, alguns políticos precisam apenas estar em contato conosco.

Mas o que faz com que esses políticos se tornem tão “gostáveis”?

Vamos tomar como exemplo os candidatos à presidência dos Estados Unidos, Barak Obama e Mitt Romney.

Pequenas imagens que explicam de forma inegável porque Barak Obama foi reeleito presidente.

Romney1

Obama1

Romney2

Obama2

Romney4

Romney5

Obama5

Romney6

Obama6

Não é apenas isso, claro, é muito mais fácil trabalhar com um candidato com qualidade de vencedor do que com um candidato que naturalmente antipatiza o eleitor.

De qualquer forma, nada impede um candidato de se tornar “gostável” para as eleições de 2014.

No entanto eu aconselharia esse candidato a começar ainda hoje sua campanha, pois ninguém tem menos credibilidade do que um político que da noite para o dia tenta ser simpático e atencioso.

É isso, por enquanto vamos deixar a política em estado de observação.

Boa sorte aos eleitores e que vocês não tenham nenhum arrependimento ao fim desses próximos quatro anos.

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Momentos marcantes da história do Facebook

facebook na nasdaq

Com o lançamento do Facebook na Nasdaq é bom que a gente dê uma olhada na história para nos lembrarmos de momentos marcantes na história desde gigante das mídias sociais e da internet.

2003 – Mark Zuckerberg escreve o primeiro programa para um site, nele, alunos da Universidade de Harvard podem compartilhar fotos. Mark sugere que os internautas avaliem e deem nota a cada estudante, o nome do site: Facemash.

Este primeiro site foi um sucesso instantâneo, durante as primeiras 4 horas no ar, o Facemash atraiu 450 visitantes e 22 mil visualizações das fotos dos arquivos.

O mais impressionante é que a média de votos foi de 48.

A propósito, 70% das fotos visualizadas no Facebook hoje em dia tem uma coisa em comum. São fotos de garotas.

Diante do sucesso do Facemash, Mark Zuckerberg junto com outros três alunos de Harvard, Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, funda o The Facebook.

2004 – A primeira montagem do The Facebook, um serviço de rede social é lançado na web em fevereiro.

Inicialmente apenas os fundadores, alunos da Universidade de Harvard, da Universidade de Boston e da Universidade de Stanford tinham acesso ao site.

Eventualmente o acesso foi ampliado para outras universidades e depois para outros países.

2005 – The Facebook se torna apenas Facebook após a compra do domínio Facebook.com pela quantia de 200 mil dólares.

2006 – o Facebook é aberto, em 26 de setembro, a todos os internautas com mais de 13 anos.

2007 – O Facebook ganha diversos prêmios, incluindo o “Top 100 / Clássicos” oferecido pela revista PC.

Em outubro de 2007, golpe de mestre: A Microsoft confirma o potencial do Facebook ao comprar 1,6% da empresa por 240 milhões de dólares.

Com isso o valor de mercado do Facebook atinge 15 bilhões de dólares.

2008 – De acordo com a Comscore, o Facebook é a rede social que atrai mais visitantes por mês e ultrapassa seu principal concorrente o MySpace.

2009 – A empresa Compete.com anuncia que o Facebook é a rede social mais utilizada no mundo.

No fim de 2009 o Facebook se torna a rede social mais popular do planeta com mais de 200 milhões de membros, dos quais 25% usam a rede diariamente.

Em 13 de junho o Facebook coloca URLs personalizadas à disposição de seus mais de 200 milhões de membros.

Em 01 de Julho o site UOL anuncia que o Facebook ultrapassa 1 milhão de membros no Brasil.

2010 – Durante segunda semana de março o Facebook ultrapassa o Google em termo de tráfego. Em Abril, um estudo revela que 41,6% da população norte americana possui um perfil pessoal no Facebook.

No Brasil, ainda em abril, a Revista Veja anuncia que o Facebook atingiu a marca de 3,6 milhões de membros.

2011 – Sinal dos tempos e de sua popularidade, o Facebook ultrapassa a marca de 20 mil perfis por dia.

Em maio é divulgado que o Facebook conta com 139 milhões de visitantes únicos por mês apenas nos Estados Unidos.

2012 – O Facebook compra o Instagram por 1 bilhão de dólares.

Em maio, apenas algumas horas de seu lançamento na bolsa, o Facebook atinge 900 milhões de usuários ativos, mais da metade utilizando plataformas móveis.

18 de maio, após uma impressionante estreia na Nasdaq o Facebook enfrenta uma série de problemas e suas ações caem mais de 6%.

Apesar dos altos e baixos na Nasdaq, o Facebook continua crescendo. De acordo com o G1 o Facebook atinge a margem de 36,1 milhões de usuários no Brasil.

Facebook: Registro de doadores de órgãos parte II – O tráfico

Doação de órgãos - Facebook

No post anterior com relação a este assunto: Facebook: Registro de doadores de órgãos – Parte I , eu falei sobre o aumento do número de cadastro de doadores de órgãos em uma instituição na Califórnia/US.

Pois bem, sem dúvida a inciativa do Facebook ao inserir o recurso “doador de órgãos”, pode, e deve , ser considerada louvável. A intenção é excelente.

Mas, como dizia minha avó, de boas intenções o inferno está cheio…

Assim, analisemos os contras desta novidade:

Tráfico de órgãos

O que sabemos sobre o tráfico de órgãos no mundo?

O suficiente para termos conhecimento de alguns casos de pessoas que vendem os próprios rins em troca de um iPad? “Rapaz que vendeu rim para comprar iPad e iPhone…”

Vocês podem achar que é um caso à parte, mas eu tenho minhas dúvidas.

Houve uma época em que a venda de sangue era algo bem corriqueiro no Brasil e mesmo nos dias atuais, na china, um livro “Crônica de um vendedor de sangue” fez sucesso por denunciar a rede de tráfico de sangue na China.

Certo, vocês ficariam surpresos ao tomarem conhecimento de que em 2010 a revista Isto é publicou uma tabela de preços de órgãos?

  • Coração = R$ 100 mil
  • Córnea = R$ 20 mil
  • Rim = R$ 80 mil
  • Fígado = R$ 30 mil
  • Pulmão = R$ 60 mil
  • Pâncreas = R$ 30 mil
  • Cadáver = R$ 30 mil

Ainda de acordo com a revista Isto é:

“Organizações como a de Elilda, amparadas em números da ONU, calculam que a máfia do tráfico de órgãos movimenta no mundo entre US$ 7 milhões e US$ 12 milhões ao ano. Na maioria dos casos os traficantes comercializam na internet”.

Pensando nisso, vamos voltar ao Facebook e seu maravilhoso e humanitário recurso.

A facilitação do acesso de traficantes de órgãos à doadores é perigosa. E eu não estou falando da possibilidade da facilitação de crimes com o objetivo de conseguir estes órgãos.

Não, eu estou falando sobre a sedução de obter R$ 80 mil por um de seus rins.

Parece terrível? Impensável? Será que é mesmo?

Muitas matérias já foram feitas sobre transplantes de órgãos de pessoas vivas.

Familiares, amigos, cônjuges e, é claro, pessoas com problemas financeiros que veem um rim como algo descartável, uma vez que temos dois.

O garoto do iPad já não deve pensar assim.

Enfim, o cadastro de “doador de órgão” do Facebook pode ser algo bem intencionado, mas precisamos tomar cuidado com o uso que as pessoas acabam fazendo de nossas boas intenções.

Eu pensaria duas vezes antes de me cadastrar.

Facebook: registro de doadores de órgãos – Parte I

Doação de órgãos no Facebook

O Facebook lançou nos Estados Unidos e no Reino Unido, neste  1º de maio, a opção de cadastramento como doadores de órgãos no perfil de seus usuários.

Já no primeiro dia após o lançamento do novo recurso, uma instituição de doação de órgãos na Califrónia anunciou que o número de cadastro de doadores aumentou em 800%.

O recurso é de fácil acesso, mas ainda não está disponível na versão brasileira da Rede Social, embora possa vir a ser disponibilizada em um futuro não muito distante.

O sistema de uma simplicidade que nos faz imaginar quantas vidas serão salvas graças a ele.

Para quem ainda não tem cadastro em nenhuma instituição de doação de órgãos o Facebook oferece alguns links para organizações na cidade do doador, para que os mesmos possam se cadastrar.

De acordo com Mark Zuckerberg:

“Com a adição do “doador de órgãos” na seção de “Eventos Cotidianos” da Timeline, você pode declarar sua intenção de se tornar um doador de órgãos e partilhar a sua história sobre quando, onde ou porque você decidiu se tornar um doador. Se você estiver oficialmente registrado como um doador de órgãos, inscreva-se com o registro apropriado”

Para quem gostou da idéia, meu conselho é ficar de olho e esperar que a novidade chegue ao Brasil.

No próximo post a esse respeito vamos analisar a desvantagem deste serviço que, como todos os outros pode ser usado para fins nem um pouco humanitários: Tráfico de órgãos.

Deixe seu comentário sobre o assunto.

Usando memes para criar engajamento nas Mídias Sociais

Com o crescimento das mídias e redes sociais, tem havido uma crescimento igualmente rápido na criação de memes.

Embora os memes – conteúdo de nicho altamente viral – já existam há algum tempo, nos últimos tempos eles se tornaram um fenômeno na internet. Os queridinhos de 90% dos usuários de redes sociais (os outros 10% estão ocupados criando os memes).

Por definição, um meme é um elemento cultural transmitido de pessoa para pessoa.

Podem ser vídeos, gifs animados, frases de efeito e muito mais.

Utilizar memes em sua campanha de Marketing, se feito de forma bem pensada, pode tornar a campanha muito mais viral do que você imagina.

Se o objetivo de toda campanha de Marketing é disseminação, nada melhor do que os queridinhos dos usuários para estimular uma reação em cadeia.

Por exemplo, você já ouviu falar do Boulevard Saint German? Não? Mas na campanha de marketing dele você com certeza já ouviu falar, uma vez que foram eles que lançaram o meme “Menos a Luiza, que está no Canadá.”

Neste caso, também foi notável a rápida reação dos gestores de marketing do Magazine Luiza, que se aproveitaram do meme e rapidamente entraram com uma campanha, retirando o nome Luiza de algumas lojas e do site.

Da mesma forma que a Nissan, ao lançar a campanha dos “Poneys Malditos”.

Como essas duas, muitas outras campanhas encontraram um nicho fantástico de viralidade nas redes sociais.

Campanha bem sucedidas que utilizam memes tem alguns elementos em comum:

  1. Falam com o público: os profissionais de marketing precisam estar sempre antenado com seu público. Gostos, linguagem, senso de humor, etc.
  2. São altamente relevantes: Devem estar sempre em sintonia com seu público. Os memes são uma grande exemplo do estilo “é engraçado porque é verdade”.
  3. São memoráveis e altamente virais: Os memes imploram para serem compartilhados e o compartilhamento é quase automático, porque o usuário sabe que o amigo terá uma reação similar a dele.
  4. Na maioria das vezes os memes tem vida curta: São apenas um dos componentes da campanha de marketing. Um recurso adicional e deve ser usado com moderação. Eles crescem rapidamente e acabam se tornando cansativos.
  5. Os memes tem uma mensagem de marketing objetiva. Capturam o interesse das pessoas e se espalham rapidamente, mas dificilmente são considerados parte do marketing tradicional.

Qual é o seu favorito?

A força das Redes Sociais na política.

Esta é uma tecla na qual vou continuar batendo pois alguns exemplos são simplesmente impressionantes.

Alguns municípios brasileiros, aqueles que ainda podem contar com políticos realmente interessados em melhorias e progresso contínuo, poderiam seguir o exemplo da Islândia.

O país que tem uma renda per capita avaliada em US$ 39.025 (2010) e um PIB (Produto Interno Bruto) estimado em US$ 12,59 bilhões (2010), ficou recentemente conhecido por uma inovação em seu sistema de governo.

A Islândia foi o país primeiro país a utilizar Redes Sociais para que o povo pudesse participar da elaboração de sua nova constituição.

Você pode achar que é loucura e que isso não pode dar certo, mas, está errado.

O processo utilizado foi de uma simplicidade incrível e realmente funcionou.

O Governo da Islândia criou uma Fan Page no Facebook na qual os cidadãos podiam acompanhar todas as alteraçãos na Constituição, curtir e até sugerir cláusulas ou mudanças no documento.

Para incrementar ainda mais, foram criados perfis em outras Redes Sociais, os quais ajudaram a divulgar e atrair mais e mais participantes.

A competência da equipe de gestão de Mídias Sociais que esquematizou e gerenciou este processo é indescutível.

O infográfico abaixo mostra esse processo em detalhes.

É claro que não é tão fácil como parece, mas fica aqui minha sugestão: Que tal nossos políticos começarem a pensar em uma participação mais ativa por parte do povo?

Um município gerido com o auxílio dos eleitores pode funcionar tão bem quanto qualquer outro sistema.

Além de conquistar a confiança dos eleitores.

Pense nisso candidato.