A importância do Marketing Pessoal

Marketing Pessoal

Uma identidade on-line não é construída em torno de um nome fantasia, ela reflete o que e quem você é e o que está fazendo.

No entanto ela pode ser gerenciada de forma a ganhar um certo brilho.

Não se trata de enganar ou criar um personagem, mas de dar destaque em seus pontos fortes de forma que eles ofusquem os pontos fracos que todos temos.

É o que fazemos na vida real ao nos vestirmos melhor, nos maquiarmos ou irmos ao cabeleireiro para enfrentarmos uma entrevista de emprego.

Sua presença online é quem você é.

Você precisa cuidar dessa presença tão bem quanto cuida de sua aparência, pois ela é a melhor forma de se destacar em uma multidão.

Uma identidade é mais do que um nome e essa identidade na internet pode abrir muito mais portas do que você imagina.

Hoje as empresas eliminam mais de 45% dos candidatos com base em seus resultados nas páginas de pesquisa do Google.

Assustador, não é?

Pense nisso, em um mundo cada vez mais virtual, uma presença online é cada vez mais importante.

O currículo deste post pode parecer louco, mas com certeza não falta auto estima e desenvoltura a ele.

http://tireiumafoto.com/meu-curriculo-e-incrivel/

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Quando começar sua campanha para as eleições 2012?

A resposta é óbvia: a partir de 5 de julho.

Mas e até lá?

Nós sabemos que em política nada se limita ao período oficial de campanha. Nenhum candidato ou pré-candidato vai ficar quietinho em sua casa, esperando que a bandeira de largada seja agitada para só então começar sua campanha.

O dia a dia de um candidato em ano de eleição é, ou pelo menos deveria ser, planejado com todo cuidado.

Cada passo, cada visita social, cada aparição em público tem um objetivo: As eleições.

Mas, mais do que aparecer fisicamente nos lugares certos, existem coisas que o candidato pode e deve começar a fazer desde agora.

Uma delas é o planejamento de sua campanha de Marketing Digital.

Enquanto não pode se declarar oficialmente candidato, o “cidadão” pode começar a despertar o interesse de outros “cidadãos” para o problemas políticos de sua cidade ou região.

Isso não é contra a lei. Qualquer pessoa pode expressar sua opinião, fazer comentários e questionar qualquer assunto, político ou não, na internet.

É claro que o candidato precisa tomar cuidado para não se expor como tal.

Mas isso não o impede de fazer pesquisas de opinião pública sobre o bem estar da população, como você pode conferir, por exemplo no site do pré-candidato à prefeitura de São Paulo José Serra:

http://www.joseserra.com.br/archives/2058

Neste post o pré-candidato comenta sobre os problemas industriais do Brasil de forma geral, mas todos sabemos, até mesmo pela fonte citada “Os números foram extraídos de estudos da Federação das Indústrias de São Paulo e outras fontes”, que a indústria é a maior preocupação do paulista.

Da mesma forma, o site Linha Direta do PT de São Paulo publicou este banner:

Nenhuma alusão à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura, mas ninguém pode dizer que ele esteja parado esperando o 5 de julho.

Esse tipo de divulgação na internet é o que chamaria de campanhas prévias.

Nada impede o candidato de iniciar um movimento de conscientização em seu município, ou lançar uma campanha de “Salve as baleias” ou “Protejam os ovos das tartarugas”.

O objetivo aqui ainda não é vencer as eleições, mas conquistar o eleitorado.

Não é ser candidato ou político, mas cidadão consciente e preocupado.

Não recomendo o uso desta cidadania para agredir, criticar de forma acintosa ou iniciar acusações contra os adversários, mesmo que esse adversário seja o atual prefeito ou vereador e que seu mandato seja, comprovadamente, um fiasco.

Atitudes agressivas podem ser positivas, mas na maioria das vezes geram antipatia.

Faça críticas, sim, mas e forma geral tente ouvir mais do que falar.

Crie debates, enquetes, discussões.

Estimule os futuros eleitores a darem suas opiniões, a se posicionarem sobre determinados assunto.

Você poderá usar essas informações para fortalecer sua campanha quando chegar a hora.

Um plano de governo baseado no que o povo quer pode ser muito mais sedutor que qualquer influência generalizada.

Minha dica é que você, candidato, use este período pré-campanha, para conhecer melhor o seu futuro eleitor.

Três frases do político e filósofo inglês, Francis Bacon, as quais acredito serem perfeitas para se ter em mente:

O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las”.

 

Uma pergunta prudente é metade da sabedoria”.

“O conhecimento é em si um poder.

Então comece a ouvir e pesquisar, enquanto não pode sair em campo.

Boa sorte!

Como organizar uma campanha eleitoral III

Se você não teve oportunidade de ler os dois primeiros post, é só clicar nos links e se atualizar sobre o assunto: Como organizar uma campanha eleitoral I e Como organizar uma campanha eleitoral II.

• Já falamos aqui que o organograma da equipe da campanha eleitoral deve ser enxuto, eficiente e, mais do que tudo, ser liderado por um coordenador-geral com perfil executivo. Cabe ao coordenador, entre outras funções, conhecer o histórico e a realidade eleitoral do local onde se realizará a campanha.

• Conhecer não significa apenas ter memória, muito menos opinião, e sim ter feito a lição de casa de ir atrás de dados concretos sobre o passado do eleitor e dos candidatos, seja através de levantamentos no TRE, na imprensa, assistindo às campanhas anteriores…e ter organizadas todas as informações do presente, como apoios, possibilidades e movimentação dos candidatos das chapas majoritária e proporcional, mapas, relação de lideranças…Sim, dá trabalho, mas não basta ser importante, tem que participar!

• Um bom formato de trabalho para o coordenador é o da War Room, a sala de guerra, onde ele tem acesso a todos os dados e pessoas para tomar decisões rápidas e certeiras, como é próprio da sua tarefa.

• Já detalhamos um pouco aqui também as funções do Conselho Político, do Jurídico e do Financeiro. Vamos agora examinar duas outras atividades fundamentais para a campanha, que muitas vezes são deixadas de lado ou perdem a importância diante de outras áreas, mas que são vitais para o bom desempenho da máquina eleitoral. São elas a Logística e a Mobilização.

• A Logística é uma área bastante sensível da campanha, pois envolve muitos custos, muita estrutura e muita gente. Já foi ainda mais complexa quando a legislação permitia a distribuição de brindes, camisetas e a realização de showmícios e jantares. Ainda assim o coordenador de logística deve ser uma pessoa de total confiança (como todas as outras, dã!) e de muita experiência, pois caberá a ele administrar setores gigantes, como os de estrutura, compras, produção e distribuição de materiais, e contratação de pessoal.

• Detalhando um pouco, caberá a ele montar toda a base física da campanha (aluguéis de comitês, desde o central até os regionais, incluindo instalação e pagamento de luz, água, telefone, mobiliário, informática e equipamentos móveis, como telefones celulares e rádios, e às vezes setores inteiros como telemarketing e outros), providenciar todos os veículos e seu devido abastecimento de combustível, montar e controlar o almoxarifado de materiais para distribuição (folhetos, adesivos, praguinhas, jornais), além do almoxarifado de materiais internos de escritório , produtos de limpeza e alimentação (vamos combinar que sem pelo menos água e café, não dá, né?).

• Deu para acompanhar até aqui? A Logística envolve muito recurso financeiro e muita administração para funcionar direito. Fora a parte mais complicada, que eu deixei para o final: o coordenador de logística tem que gerenciar toda a área de RH (recursos humanos) e isso quer dizer contratar todo o pessoal interno (secretárias, telefonistas motoristas, faxineiras, copeiras, seguranças etc.) e todo o pessoal de rua (gente que distribui material, que cola adesivo, que faz casa-a-casa, que balança bandeira na esquina) e obviamente dar a eles vale-transporte e alimentação. Você pode imaginar uma cena de grave na frente do comitê? Ou, de repente, pouco antes das eleições, uma debandada de cabos eleitorais por causa de salários atrasados?? Pois é, não há nada pior para a imagem de uma campanha do que isso, você não cuidar nem de quem está suando a camiseta e o coletinho para a sua eleição. Tenha dó, vai.

Bem para concluir nosso organograma, ficam então para os próximos posts: Mobilização, Comunicação e o Plano de Governo, sem contar toda a parte do cronograma e hierarquia. E não se preocupem, eu sei que as eleições estão chegando, prometo que vai dar tempo.

Espero que estas dicas estejam sendo úteis ao pessoal de Marketing Político no Espírito Santo.