Cores e consumidores – Parte II

Cores e consumidores

A preferência pelas cores está ligada à faixa de idade, à cultura, ao clima, à moradia, à classe social ou mesmo à própria saúde. Sendo assim, para que a embalagem chame a atenção do comprador, estimule a renovação da compra e impulsione o consumidor a ficar fiel à sua marca, devem ser levados em consideração todos os fatores acima citados além do “despertar da atenção através da imagem colorida”, “a continuidade da atenção do consumidor sobre a embalagem” e “o efeito e a decisão do consumidor através da influência que a embalagem exerce”.

O produto está diretamente relacionado a vários elementos como “a imagem da marca”, “a imagem da indústria produtora”, “a qualidade do produto ou serviço”, “a utilidade do produto ou serviço”, “o preço” e “a presença do produto através de uma distribuição eficiente, bem como é influenciado pela “situação econômica”, “os esforços da concorrência”, “a publicidade”, a “promoção de vendas”, esforços de merchandising e “as técnicas de relações públicas. 

A embalagem é um fator de diferenciação por sua forma, cor e texto além de ser um veículo publicitário direto e atuante. Poderá, desse modo, sugerir o nível de qualidade de seu conteúdo, ou seja, deverá identificar rapidamente o produto, refletir a sua essência e a sua finalidade.

“Se o técnico conseguir que a embalagem desperte no comprador a vontade de manuseá-la, o elemento tátil, aliado à lembrança do produto,” ganhará um significativo mérito em relação às demais, pois tornará o produto facilmente distinguível entre os outros da mesma espécie.

As cores básicas são as que possuem mais força e nisso não está envolvido o julgamento estético, mas sim um estímulo fisiológico que pode mesmo alterar a respiração ou até modificar a pressão arterial. Já as cores suaves são o oposto.

Em suma: “as qualidades básicas que a cor pode oferecer à embalagem são: visibilidade, impacto e atração”.

O amarelo, o verde e o vermelho são consideradas visíveis em uma embalagem.

Existem fatores muito importantes que devem ser considerados embora estejam fora da embalagem propriamente dita, como o ângulo de visão, a clareza da apresentação e a capacidade de visualização rápida.

A luminosidade interfere em alto grau na visibilidade sendo a cor amarela a mais eficiente neste caso e em segundo a cor laranja. A cor branca, bem como os tons pastéis, devido sua luminosidade, dá a ilusão de maior tamanho pois há a ligação física entre tamanho e claridade, já com azul ocorre o oposto, pois a imagem é vista menor. 

Cores escuras dão a impressão de serem mais pesadas que claras. Um importante cuidado a ser tomado é no caso de cores que possibilitam um jogo óptico, formando pós-imagens negativas que prejudicam a visão e a compreensão.

Assim sendo, um display deve apresentar como qualidade primordial a harmonia de todos estes elementos para que possa integrar, eficientemente, os vários produtos expostos sem deixar de atrair o consumidor.

Em relação à cor na marca, mesmo estando sujeitas aos processos de mudanças, geralmente mantém-se fixas para que, uma vez memorizadas, constituam o pedestal da promoção de vendas, sejam como a presença do dono no produto. 

A cor dos anúncios na imprensa e nos cartazes são imprescindíveis pois atuam diretamente na sensibilidade do receptor aumentando a potência das sensações e impressões.

O anúncio de alta qualidade requer matizes suaves e de pontos contrastantes usando somente discriminações tonais. Deverá conter contrastes mais violentos se tiver como intenção um caráter mais dramático, ou seja, deve variar de acordo com o caso.

No caso dos cartazes comerciais, sua única função é a de produzir um impacto instantâneo, pois ele é feito para ser olhado rapidamente e, se não possuir clareza no significado da mensagem, pode se tornar negativo quanto aos efeitos da comunicação. Por isso deve ter desenho simples, seguir uma estrutura formal, as áreas serem compactas (sem acidentes de superfície) e possuir cores preferencialmente sem gradação.

Para letras a serem lidas à distância utiliza-se, de preferência, o amarelo e o azul.

Outros itens onde as cores refletem bons resultados são os catálogos, folhetos, mostruários, calendários, amostras, brindes, entre outros subsidiários da publicidade e do ponto de venda. “Dependendo do produto, catálogos e folhetos devem usar cores sóbrias, não muito fortes, para evitar a dispersão de memorização de produto apresentado.

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Monitoramento das Mídias Sociais em Campanhas Eleitorais

Monitoramento de Mídias Sociais

O monitoramento das Mídias Sociais ajuda você a se manter informado sobre os assuntos de seu interesse que estão sendo discutidos nas Redes Sociais é claro que isso consome certo tempo, mas sua importância é inquestionável.

Através de um bom monitoramento que você vai poder:

  • Estar alerta sobre comentários ou críticas ao seu candidato;
  • Responder a questionamentos dos eleitores com maior rapidez;
  • Evitar quaisquer crises de imagem durante a campanha;
  • Desenvolver e aperfeiçoar novas formas de divulgação do candidato;
  • Aprender mais sobre o eleitor, seus interesses e necessidades;
  • Avaliar mudanças e posicionamentos dos eleitores;
  • Criar engajamento dos eleitores de forma efetiva;
  • Acompanhar a campanha do adversário;

Comentários ou críticas ao seu candidato

Sempre, em qualquer campanha política, surgem comentário e críticas, se o seu candidato já é um político conhecido ou se é marinheiro de primeira viagem, pode ter certeza de que alguém vai encontrar um ponto fraco e divulga-lo aos eleitores.

A melhor forma de combater isso é estando alerta.

Ao responder imediatamente após o comentário surgir, você minimiza o impacto e ainda pode tentar virar o jogo.

Questionamento dos eleitores

Quando um eleitor envia uma pergunta a um político é importante que essa resposta seja respondida o mais rápido possível.

Como ninguém passa 24 horas conectado às Redes Sociais, é possível que, sem o monitoramento, essa pergunta passe despercebida, o que, para o eleitor, pode parecer descaso por parte do candidato.

Crises de imagem

Exatamente como os comentários e críticas, evitar crises de imagem exige que você esteja atento ao que falam sobre o seu candidato.

Muitas vezes textos ou imagens divulgadas pela oposição em uma mídia diferente, ou em um perfil ao qual você não tem acesso, pode demorar para chegar até você e esse tempo pode se tornar fatal para a campanha de seu candidato se for o caso de se tornar um viral.

Monitore as Mídias Sociais utilizadas por você, mas não ignore que o adversário de seu candidato pode estar em outras Mídias Sociais também.

Divulgação do candidato

Você vem trabalhando na divulgação desde o início do ano. Acredita que cobriu todas as Mídias e que está no caminho certo. Ótimo.

Mas qualquer gestor de Mídias Sociais sabe que é observando que se descobre novas formas de se utilizar o mesmo produto.

Observe, por exemplo, o Case Obama e o quanto nós, profissionais de Marketing Político Digital no Brasil, aprendemos com ele.

Idéias novas surgem o tempo todo, detalhes nos quais sequer tínhamos pensado, aparecem nos lugares mais inesperados.

As Mídias Sociais estão aí para divulgar isso, então, neste caso o monitoramento irá ajuda-lo a elaborar melhor sua própria estratégia.

O eleitor

Eles estão ali, conversando, compartilhando imagens, comentários, momentos especiais.

Abertos a um contato muito mais próximo e interativo do que em qualquer outro lugar.

Através das Mídias Sociais a personalidade, os interesses e opiniões do eleitor estão mais acessíveis do que nunca.

É nisso que o monitoramento deve se focar: Conhecimento estratégico do desejo do eleitor.

Se a maioria dos eleitores do seu município está falando sobre o problema da saúde no seu município, não adianta o seu candidato insistir em falar sobre educação.

Embora o tema possa ser também importante, o eleitor que falar sobre o que lhe interessa, sobre o que afeta sua vida no dia a dia.

Mudança de posicionamento do eleitor

Eles não só podem como fazem isso com frequência.

A mudança de opinião, de lado político, de visão, é uma prerrogativa humana.

Somos volúveis porque buscamos o que acreditamos ser o melhor, para nós em primeiro lugar, para a família, amigos, conhecidos e comunidade em geral.

Seu candidato? Ele deve estar interessado no que é melhor para o eleitor, para a família do eleitor, para os amigos do eleitor, os conhecidos do eleitor e para a comunidade em geral.

Sim, exatamente nessa ordem.

É aqui que entra a política não é mesmo?

O eleitor do seu candidato pode mudar de lado por diversas razões, mas a maioria delas pode ser evitada se detectada a tempo.

Da mesma forma, com um pouco de sorte, o adversário estará ocupado demais para monitorar e detectar o descontentamento dos eleitores dele e isso pode se tornar um ponto a favor do seu candidato.

Engajamento

É claro que a mãe do seu candidato irá compartilhar cada foto, cada artigo, cada mensagem dele, provavelmente os amigos também.

Mas a melhor forma de criar uma campanha efetiva nas Mídias Sociais é convencer os eleitores de que a campanha do seu candidato merece ser divulgada por eles.

Imagens, vídeos, comentários de interesse público (lembre-se de que o eleitor não vai compartilhar uma foto do seu candidato jantando em família, mas pode compartilhar uma foto dele jantando com o líder do Green Peace, já que isso interessa a todos).

Uma das dicas para se criar engajamento é monitorar o tema de interesse do eleitor e divulgar fatos e fotos sobre o assunto.

Oposição

Sim, um pouquinho de contra espionagem não faz mal a ninguém.

Dê uma olhada em como está a campanha da oposição, leia sobre o que eles estão falando, pesquise o assunto para saber mais do que eles, então, responda, contra argumente, provoque de forma saudável.

E, caso não encontre nada, se o adversário foi tolo o bastante para não investir em uma campanha online… Saia e comemore.

Boa sorte!