Google Shopping e o E-commerce

Luvas de Boxe

O Google anunciou a implantação do Google Shopping no Brasil há algum tempo, eu mesma publiquei um post sobre este assunto.

O que muita gente não esperava é que o Google transformasse o sistema gratuito de cadastro de produtos em um sistema pago.

Pois é, pago.

É verdade que este vai ser o maior mecanismo de comparação de preços e pesquisa de produtos do mundo, mas isso também terá um grande impacto nos e-commerce em geral.

Agora, com no caso do Adwords nas pesquisas orgânicas, existe uma área especialmente reservada para os anúncios pagos. Como você pode ver na imagem:

Google Shopping

Mas o novo sistema do Google Shopping não vai funcionar como o Adwords, não terá o sistema de palavra chave.

O sistema de inclusão de produtos no Google Shopping é muito mais complicado e não são muitas as agências e comerciantes que tem experiência ou mesmo sabem lidar com feeds de dados.

O que significa que muitos, e quando digo muitos não estou brincando, pequenos comerciantes irão demorar para se adaptar ao novo sistema, isso implica, com certeza, na perda de tráfego e clientes online.

Potencial existe, mas qual será o custo?

O Google Shopping exige um nível de gestão técnica alto demais, alimentar de dados e a otimização constantes das propostas com certeza irão sugar dinheiro dos comerciantes.

Os pequenos… Um gasto que vai além do esperado.

Em breve veremos as pessoas utilizando cada vez mais o sistema de comparação de preços do Google e pequenas empresas, cada vez mais, sendo prejudicada no caminho.

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Engajamento social e sua influência no Marketing Político

Marketing Político Digital

Em qualquer eleição (presidenciais inclusive) há certas coisas que se podem esperar quando se trata de alguns eleitores, apesar de existirem aqueles que são ativos na política, a maioria prefere ficar neutra ou indiferente e é aí que entra a necessidade de um marketing político envolvente.

Alguns eleitores acham que é perda de tempo se envolver com a política, outros acham que seu voto não faz diferença. Existem ainda os que sabem em quem vão votar, mas não se incomodam em falar sobre o assunto, nem se preocupam se podem ou não ajudar seu candidato.

Porque a cada eleição o povo se afasta mais da política? Qual o motivo de os comícios estarem cada vez mais vazios e a participação popular estar se tornando cada vez mais rara?

Um dos motivos é o fato de os políticos estarem cada vez mais desacreditados, os políticos do país estão afastando o povo da política.

Há poucos dias um amigo me disse: “Eu não gosto de política”. Ao que eu respondi prontamente: “Eu amo política, não gosto é de políticos”.

A verdade é que a política é uma ciência sedutora para quem a conhece em sua pureza, mas é verdade também que os políticos transformaram esta ciência em uma coisa feia.

Então, quem pode culpar o cidadão por não se interessar?

Mas o candidato precisa desse interesse, precisa desse apoio sutil, dessa propaganda que muitas vezes é mais efetiva que qualquer publicidade na TV.

Então, como criar um engajamento quando a política está tão desacreditada?

A palavra chave está aí: Acreditar.

Uma boa campanha de marketing tem como primeiro objetivo tornar o candidato “acreditável”.

A imagem do candidato pode até estar desgastada, mas um bom profissional de marketing entende tudo de restauração.

O Marketing comercial ajudando o Marketing Político

Nesse momento pode-se buscar idéias no marketing comercial.

Quando se busca um produto, o consumidor tem sempre as mais variadas opções de marcas, cores, preços, etc.

O que leva um consumidor a decidir pela marca X no lugar da marca Y, pode também levar o eleitor a escolher o candidato A no lugar do candidato B.

A escolha é pessoal, é claro, mas há  que fazer para influenciar esta escolha?

Claro que sim!

No caso do produto, isso pode ocorrer por causa de uma opinião de um amigo, de um familiar, por uma experiência boa relatada em um blog, por uma publicidade mais sedutora, existem diversos fatores que podem ser considerados influenciadores.

Na política é a mesma coisa, um vizinho, um familiar, um amigo, podem influenciar um, dois ou até os votos de uma família inteira.

Mas como chegamos até eles?

Os influenciadores são um grupo especial, cobiçado por qualquer político, e não estou falando apenas dos poderosos.

Alguns influenciadores são pessoas aparentemente comuns, com um grande número de amigos e conhecidos que valorizam sua opinião.

Pode ser o dono de uma farmácia ou uma arrumadeira politicamente ativa em sua comunidade, pode ser o patrão de um aluno influente em sua escola ou um popular motorista de ônibus.

Influenciadores podem estar onde menos se espera.

Muitos desses influenciadores são pessoas que se importam, que se interessam e que, por consequência, buscam informações atuais e as divulgam.

Então, podemos apostar que muitos deles podem ser encontrados na internet, em busca de mais e mais informações, curiosos para saber como anda a política em sua cidade, ávidos por descobrirem histórias sobre os adversários políticos de seus candidatos, ou simplesmente para confirmar que nenhum deles é bom o bastante.

O poder da marca

Pense no candidato como uma marca, ele precisa de uma mensagem forte e atraente, que provoque no eleitor a sensação de estar diante de algo (alguém) que vale a pena.

Essa mensagem também precisa ser coerente com a realidade do eleitor, precisa soar como algo possível, papável.

Não adianta prometer a lua… Quase todo mundo sabe que ela não está disponível.

No entanto, da mesma forma como uma marca tem dificuldade para atrair todos os consumidores, é difícil para o candidato satisfazer as expectativas de todos os eleitores.

Isso agregado ao fato de o político não poder prometer mundos e fundos, sem parecer um charlatão para os mais espertos, dificulta a campanha de forma considerável.

A sugestão é ouvir, anotar e utilizar tudo. Como?

Voltamos às Mídias Sociais.

Pesquisa de opinião, leitura de comentários, blogs e imagens.

Um bom monitoramento das Mídias Sociais pode ajudar o candidato a ter uma idéia do que o eleitor espera dele, já falei sobre isso antes.

Mas é o uso dessas informações e principalmente a possibilidade de transformar esses usuários das Mídias Sociais em aliados e, consequentemente, influenciadores, que faz uma boa campanha de Marketing Digital valer à pena.

Não é como bater de porta em porta, é melhor, é como bater de porta em porta sabendo exatamente o que dizer para agradar a dona da casa e fazer com que ela compre uma idéia.

Isso é quase um sonho para qualquer candidato.

Aplicar essa estratégia não é difícil, mas exige uma certa dedicação.

Boa sorte!

Sua Página de Conversão contém erros?

Você decidiu criar uma Landing Page (Página de Conversão), pois todos os sites sobre otimização afirmam que é uma das melhores formas para converter visitantes em leads (possíveis clientes) e leads em clientes.

Mas… Ela não está funcionando como disseram que funcionaria!

Será que isso é só mais uma conversa fiada?

Na verdade as Landing Pages são, comprovadamente úteis em um site, seja para que os visitantes deixem seus e-mails cadastrados (isso será útil no futuro para o e-mail marketing), seja para eles conhecerem algo que você disponibiliza no seu site ou para comprar.

A verdade é que elas foram criadas para estimular o usuário a agir da forma como você deseja, mas não basta criar uma e colocá-la no seu site, é preciso que você tenha certeza de que ela irá realmente funcionar.

Como?

Em primeiro lugar experimente pensar como o usuário. Se sua Landing Page não atrai você, com certeza não atrairá outras pessoas.

1 – Verifique se há em sua Landing Page uma palavra ou frase de efeito, aquela frase que vai atrair a atenção do visitante.

Por “atenção” entenda: Interesse, curiosidade, cobiça ou confiança.

Esta é a frase/palavra que vai levar o visitante a pensar duas vezes antes de fechar a página.

2 – Não descarte a possibilidade de estar confundindo seu visitante.

Uma Landing Page deve conter apenas uma escolha de ação, qualquer coisa, além disso, vai confundir o usuário. Então, se o seu objetivo é vender, tenha apenas um botão “compre agora”.

Não tente pedir que o usuário compre e se cadastre na mesma ação, ele pode acabar desistindo de ambas as ações apenas por se sentir acuado ou indeciso.

3 – Tenha certeza de que o seu visitante não está confundindo sua Landing Page com o resto do site.

Você não quer isso, com certeza, então, se sua Landing Page apresenta um visual semelhante ao do seu site. Modifique-o.

Se as cores do seu site variam entre azul, roxo e cor de rosa (eu sei, ninguém utilizaria esta combinação para um site, mas nunca se sabe…), então utilize cores diferentes, como laranja, verde e amarelo.

Assegure-se de que seu visitante saberá que aquela é a página onde ele deve “agir”.

4 – Ainda com relação ao layout, não se esqueça de que tudo em excesso é prejudicial, então, na hora de escolher texto + cores + fotos + formulário + botão de ação, procure evitar qualquer tipo de poluição visual.

Além de também confundir o usuário, pode acabar estressando ele e levando-o a fugir correndo.

5 – Retire quaisquer links para outras páginas ou sites. O objetivo é que o usuário responda a ação desejada, não que ele se distraia.

6 – Certifique-se de que a imagem, caso aja alguma, não seja mais envolvente que a chamada de ação. Se a imagem tiver legenda, que seja relacionada de forma clara e objetiva à ação desejada.

7 – Botões de Redes Sociais. Eles são realmente necessários à ação que você deseja, ou estão apenas servindo como pontos de fuga?